Sinopse - Arraste-me para o Inferno
Christine se vê em um inferno depois de recusar o refinanciamento de um empréstimo a nada adorável senhora Ganucha. Este inferno tenta lhe arrastar e levar toda sua vida.


Christine é uma moça simples precisando de forma mais agressiva na vida e na carreira, sem saber como manifestar uma precisão em suas decisões ela acaba pecando por tentar ser o que não é. Ela parece tentar sempre se encaixar, se encontra sempre menor nas situações, isso também na vida afetiva quando se vê tendo que agradar sua sogra. Venho a desenvolver esse aspecto aqui em Arraste-me para o Inferno, um terror um tanto cômico por um certo exagero nas cenas mais aterrorizantes e seu desenvolvimento tão problemático a partir da recusa de uma funcionária do banco.


Em uma competição para alcançar notoriedade no trabalho, Christine precisa negar um empréstimo a uma senhora nada agradável em sua apresentação, hábitos asquerosos e bem próprios daquela figura descrita como não merecedora de atenção ou compaixão. Christine tenta se impor a senhora Ganush como até então não tinha se imposto no banco, ela consegue ser incisiva e isso lhe é a custo da humilhação de outra pessoa, ela foi naquele momento o que precisava ser e não quem realmente é. Precisamos nos impor na vida, mas isso tem um preço e o melhor parece sempre ser nós mesmos diante de todas as situações, somente assim conseguiremos lidar com todos os desdobramentos de uma situação.

Confira a Resenha completa que fizemos do filme:
Este filme entrou na lista de filmes com um fundo cômico. Confira em:

Arraste-me para o Inferno parece uma paródia assustadora dos filmes de terror, quando o elemento mais assustador é você mesmo, sua consciência, seus medos. Aqui claramente Christine sente ter sacrificado uma vida pela dela, tanto que depois se recusa a matar uma galinha para sobreviver ao karma adquirido. Quando manifestamos uma agressividade a qual não nos é própria acabamos sentido um peso, uma desorientação sobre como devemos agir a partir dali. Se você age tentando se encaixar, como vai seguir com isso?! Como podemos seguir usando máscaras, principalmente para provar aos outros o que eles esperam de nós?! Não parece mesquinho pensarmos somente em um cenário na vida?!


Arraste-me para o Inferno é uma sátira de crimes e castigos, erros e punições dentro desse contexto sobrenatural trazendo essas crenças internas à tona, nos lembrando que pagamos pelo que fazemos, que a conta sempre chega, a lei do retorno e que talvez as situações não são tão justas assim, mas para quem?! A senhora Ganush acreditava estar na razão e a praga jogada foi baseada na dor, humilhação, constrangimento sentido por ela. Christine merecia?! Como funciona a lei do retorno?! Como funcionam essas leis da vida, do tempo?! Conseguimos sempre ser justos quando se trata de nossos próprios desejos, do que merecemos?!


Esse juízo de valor sempre presente na vida, às vezes surgem como ciladas, comprometimento, desafios, tudo para que consigamos nos expressar de forma latente, sem hesitações, como provas da vida. O mais importante aqui parece ser quem você se propôs ser, independentemente do juízo de valor dos outros sobre você. E dentre tantos contratempos e ironias do destino o desfecho parece ser sempre o que deveria ter sido, ainda que por outras vias, outros caminhos, o que tem que acontecer, acontece. Em Arraste-me para o Inferno o final contundente e até desesperador, quando vimos que Christine não consegue fugir do fatídico desfecho, mesmo depois de tanta luta.

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