Quando a tripulação tenta ir além do Enigma do Horizonte, o guardião só resguarda o lugar, a impetuosidade condenou a todos ali.

Sinopse - O Enigma do Horizonte
Em 1947 uma nave sai em missão para encontrar uma outra perdida quando se descobrem perdidos dentro de dois universos por causa da prepotência para ultrapassar os limites das leis físicas do Dr. Weir. Eles se vêem presos e atormentados em loops infinitos de sofrimento.

O filme se passa em um espaço sideral, na tentativa de alcançar um espaço oculto no universo através da física, o Dr. Weir se propõe sem limitações a alcançar além dos que nos é permitido. Assim Dr.Weir leva toda a tripulação para uma jornada aterrorizante. Eles não sabiam ainda das forças ocultas que manipulam o espaço.


Muitos de nós deixamos o espaço livre de julgamentos espirituais e o consideramos um lugar a ser desvendado somente pela ciência por sua complexidade. Quando nos referimos ao inferno pensamos sempre no astral e não no universo astronômico. Mas o espaço sideral é regido por uma força, ele também pertence a um espírito. Assim, vemos muito bem colocado em o enigma do Horizonte pessoas buscando realizar uma jornada científica e acabam sendo presos por seus fantasmas em loops.

O Dr. Weir percebe logo uma perseguição mental a qual logo perpassa para algo mais doloroso, mas ele busca se realizar encontrando um mundo dentro de outro mundo, espaço A dentro do espaço B e cientificamente isso poderia ser muito valioso, mas tudo tem seu preço. O Dr. Werb quebra todas as leis da física para se apropriar de um conhecimento científico absoluto e embora ele soubesse da sua prepotência não pensou no preço a ser cobrado e portanto em um guardião do espaço.


Às vezes focamos tanto no nosso objetivo que esquecemos os limites permitidos para buscarmos pelo que almejamos em qualquer campo, até mesmo no campo lógico existem os limites éticos. Se esses limites fossem respeitados, por vezes evitamos sofrimentos desnecessários. Não estou falando em sermos comodistas não, sou a favor de sempre questionarmos, mas antes preciso questionar a mim mesma sobre minhas intenções. Tudo parte de dentro de nós e inevitavelmente vem à tona. Nós somos quem somos, né?!

Na tentativa de ir além no conhecimento sobre o tempo e espaço a tropa fica perdida em um looping infernal. Essa referência de inferno é muito pertinente em um filme com um traço mais científico falando sobre inferno. O inferno nada mais é retratado ali como o pior momento da sua vida se repetindo, interminável. A sua pior dor se repetindo sem trégua. Nós somos consciência enquanto espírito encarnado e partindo desse pressuposto esse inferno retratado parece o mais adequado a condição humana.


Na série Lúcifer (Netflix, 2016) ela também traz essa conotação sobre o que seria o inferno, ou seja, nada mais do que nós mesmos somos o nosso inferno. Quando a tripulação tenta ir além do Enigma do Horizonte, o guardião só resguarda o lugar, a impetuosidade condenou a todos ali. Os limites éticos e cristãos, eles se configuram da mesma maneira, impondo limites nas nossas ações para não ofendermos e não passarmos por cima dos outros nos confere as devidas linhas a não serem transpostas. Embora muitas vezes vejamos o preço a ser pago, continuamos em um intuito e seguimos sem freios, ficamos cegos diante de um objetivo. Qual a real intenção que nos leva a isso?! Continuar cegamente, sem questionar, seria crença?! A fé é cega?!

Revelamos fora o que está dentro de nós, não conseguimos nos esconder o tempo inteiro e por isso algumas ações desnecessárias são tão latentes em algumas pessoas. Não importa muito o que está sendo disputado ou em questão, às vezes as pessoas buscam por seus desejos somente. Algumas dessas buscas cegas, alucinantes, podem corresponder aos anseios da alma, podem ser reminiscências e por elas buscamos sem conseguir explicar o seu real valor para nós, muitas vezes não conseguimos justificar socialmente os reis desejos internos. O mais importante em qualquer procura é não passar por cima dos outros, não transpor os limites é essencial para se dar segmento a qualquer situação. Quando os contornos são desrespeitados o jogo já não existe, já se torna um delírio, uma doença, assim como acabou o Dr Weir.

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