Sinopse - De Repente é Amor

Oliver (Ashton Kutcher) e Emily (Amanda Peet) se sentem atraídos um pelo outro ao primeiro olhar, parece amor mas eles decidem não se entregarem a esse sentimento em virtude da distância geográfica e dos planos que tem em suas vidas. Eles vão vivendo suas trajetórias, cada um à sua maneira e se comunicando durante o percurso em encontros e desencontros da vida.

Trago aqui uma breve, brevíssima analise sobre esse medo de sentir, de viver, latente em nós o  sentimento qual nos aprisiona da vida...

Oliver e Emily se identificam ao primeiro olhar. É impressionante a força do amor, de cara Oliver se vê em frente a uma loja de guitarra e logo em seguida experimentando uma jaqueta de couro, Emily é rockeira. Os dois se atraem, mas decidem, seguindo um critério lógico da vida não se entregarem a esse sentimento, isso é mesmo lógico?! Quando queremos fugir de uma situação ou de um sentimento sempre encontramos justificativa para isso. Ficar preso em um loop pode ser necessário e positivo sob alguns aspectos como escrevi na análise sobre o filme O Lado Bom da Vida, mas aqui encontramos duas pessoas relutantes desde o início e tão sem sentido. Eles poderiam ter se entregado ao sentimento, Porquê tanta dúvida?! Seria medo de amar?! De qualquer maneira, sabemos que não adianta se ter medo de viver.


O personagem Motoqueiro Fantasma da editora Marvel sempre diz: "Você não pode viver com medo", é uma das minhas frases preferidas dos Super Heróis, sabemos que é assim, com medo não se vive. É complicado falar sobre sentimentos porque as pessoas mascaram muito o que realmente sentem, não ganham clareza sobre si próprias e o que se quer e saem machucando os outros. É muito fácil usar a desculpa do medo ou traumas e sair ferindo os outros, você sai reproduzindo um comportamento frio e egoísta, onde se encontra amor aí?! Às vezes tudo parece um jogo na vida, o importante é não sair perdendo, mas em quais regras diz que não sentir é sair ganhando?! Não viver é sair ganhando?! Não dá para passar pela vida sem se machucar, não dá para deixar as histórias para trás acreditando que se sabe o que teria sido. Não dá para viver planejando dar certo sempre, dar errado é parte do processo até que se dê certo.

Já falamos também sobre O lado bom da vida, em
Na Things Hunter também fiz uma análise de


Quando Oliver finalmente se declara a Emily ele diz: " Ao menos eu não vou ter que ficar imaginando como seria quando ficar velho", ele finalmente tentou viver, ele agiu tendo coerência com seus sentimentos. Expomos o que sentimos, se há bagunça ou dúvida dentro de nós acabamos exteriorizando isso. Nossas ações são frutos do que somos. Às vezes, as pessoas agem de forma mesquinha e tão desnecessária, acredite, são pessoas mesquinhas e desnecessárias, as capacidades humanas são incomensuráveis, a diferença se faz em como usamos nossa capacidade. Renato Ruso dizia: "Eu estou do lado do bem e você de que lado está?! Estou do lado do bem com a luz e com os anjos."(1965, Duas Tribos). É isso, damos o que temos, ofertamos o que somos. De alguma maneira nossos sentimentos se fazem condizentes com as nossas ações.


Às vezes, ficamos em um loop aguardando por respostas, Isso acontece entre Oliver e Emily, e tudo vai se encaixando como em um quebra-cabeça porque não fugimos de nós mesmos. Você não pode se esconder a vida inteira, a menos que deixe de viver. Não se preocupe se aquela pessoa nunca voltou para você, talvez ela nunca tenha estado ao seu lado de verdade, é questionável, mas em sentimentos tudo pode ser suspenso de repente, De é Repente Amor ou não. Eles poderiam não terem mais se encontrado, não mais terem se procurado, assim como também não precisavam ter sofrido a falta um do outro.

Às vezes precisamos nos afastar para ganharmos clareza, tudo pode pode ser justificado, é assim que os advogados ganham a vida, sabendo convencer ou justificar atrocidades cometidas, mas vamos buscar mais pelo caminho da sinceridade e sobriedade em relação a nós mesmos e depois com o próximo. Muitas vezes é desnecessário ferir. Tentar encerrar a história de forma digna, mantendo o respeito Acredite, a maneira em como levamos a vida, nossas ações dizem muito mais sobre nós mesmos do que ao outro. Quando dominamos a nós mesmos, o outro deixa de ser uma ameaça e isso porque nunca foi, somos nossos próprios inimigos.


Eu acredito em um loop necessário para o nosso crescimento muitas vezes, cada um tem seu tempo e sua forma de viver e aprender. Às vezes, para passar de fase precisamos ficar repetindo, repetindo a história na nossa cabeça feito um disco riscado. É muito doloroso, mas é um processo de amadurecimento até alcançarmos uma segurança e paz interna. Mas isso não justifica cultivar um sofrimento dentro de si não, significa se permitir sentir para transmutar aquele sentimento, aquela dor. Não seja abusivo com você mesmo se obrigando a sofrimentos desnecessários.

Não se esqueça que nem todas as pessoas são válidas de nós, mas o crescimento sempre é. Busque a você mesmo em todas as situações, busque saber ser. Quando Oliver deixa a justificativa de dar certo profissionalmente para se entregar a uma vida com a Emily, ele deixa de fugir porque sempre teremos empecilhos para tudo, a diferença nas situações é como as colocamos, quem determina o significado dos acontecimentos na sua vida é você. Você só pode fazer por você mesmo, tudo é difícil quando depende do outro, a vida é como uma dança em par, mas pense que fazendo a sua parte a vida vai encaixando naturalmente os seus pares e o que for de ruim será transformado, só não podemos desistir da vida.

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