Hannibal, na série ele se apresenta enquanto um médico bem conceituado em condições de auxiliar o FBI nas investigações em busca de serial's killers. Ele se encanta com as habilidades de Will Graham,  professor em uma Universidade onde ensina sobre os métodos de usados por um assassino.  Will possui a habilidade de elaborar mentalmente a cena do crime.  Logo Hannibal tenta penetrar em sua mente, ele se sente atraído por Will em sua forma de sentir, paradoxal a ele em relação a tudo a sua volta.  

Hannibal encontra em Will sua outra parte, mas prefere não assumir. Coloca como antagonista da história a qual se passa em sua cabeça?! Ele vê o cenário perfeito para o desenvolvimento de sua história, seu cenário. Will, se vê como alguém que tem problemas por causa dos acontecimentos em sua vida, alguns acontecimentos específicos pareceram lhe abalar profundamente, ele já parecia uma pessoa suscetível emocionalmente, uma daquelas pessoas que sente profundamente tudo, absorve tudo. Will parece a vítima perfeita para ser torturada por Hannibal, tornando assim seu brinquedinho pessoal.


O Will, traz toda uma vulnerabilidade em seu interior que conseguimos enxergar daqui. Isso o torna mais sensível e admirável em seu trabalho, mas árduo também. Vivemos nos escondendo, não é?! Viver parece um jogo, "Quem finge melhor?!"  "Quem disfarça mais?!" O Will até se esforça, ele age dentro dos padrões, é funcional, até a hora de ir dormir, aí ele vai pra cama com os cachorros. Os animais são ótimas companhias, ele dorme cercado de proteção e afeto. 

As dores vivenciadas por Will parecem, sentidas profundamente parecem excitar a perversidade de Hannibal que o tem como um ratinho de laboratório, assim como os discípulos os quais vai conquistando no meio do caminho. Dores reais aos olhos de alguém que não as sente parece a ferramenta perfeita para pessoas que não sente, eles nos testam, testam até não suportarmos mais e muito confortavelmente falam que é um tratamento e é assim o tratamento. Rsrsrs. A verdade é que o tratamento logo acaba se você resove se matar. Não quero ir a extremos aqui, mas acreditem que eles agem como máquinas. A frieza alí apresentada por Hannibal é a frieza padrão encontrada em médicos/psicólogos que resolvem tratar de nossas doenças emocionais. Isso parece fazer algum sentido?!


Ninguém pensa que vai conseguir fazer o outro sentir a sua dor, nem acredito que esse seja o objetivo dos pertubados emocionais, mas precisamos de clareza e buscamos nos situarmos do cenário, sobre o que é real ou não. Acredite, muitas vezes quem está do outro lado da mesa também está enxergando unicórnios, mas nunca irão confessar. è reconhecido em filmografias histórias sobre aqueles responsáveis pelo conhecimento da nossa saúde mental/emocional, mas como confiar no outro também suscetíveis a transtornos?! É preciso salientar aqui que pessoas são pessoas e por baixo de nossas peles há somente ossos (lembrei de, Sob a Pele). Como podemos entregar autoridade ao outro para explicar o que se passa somente dentro de nós?!


Recordo aqui também o filme, Fuga do Hospício: A história de Nellie Bly, o qual conta a história, baseado em fatos reais, de uma jornalista que na tentativa de se infiltrar em um hospício para relatar as atrocidades cometidas lá acaba se tornando refém. ao ser descoberta de suas intenções, aplicam métodos considerados terapêuticos os quais lhe provocam a perda de memória. Dentro do hospital Nellie passa a confiar em um médico até então alienado ao seu rapto, mas depois de se ver apaixonado por ela torna-se cúmplice de sua prisão, deixando de revelar ao seu marido sobre seu confinamento naquele hospício. Pessoas são falhas, confiamos no senso ético, mas... todos nós fazemos uso de nossas consciências?! Somos sozinhos, encontramos o outro mas... é bom que sejamos sós. imagine se você fosse apenas um membro!!! Assustador, não é?! 

Eu passei por um divã e acabei acreditando no que me era dito como decreto, eu era muito questionadora mas como não conseguia expressar com sobriedade e clareza o que via, deixei de acreditar em mim mesma. Não acredito que houve má intenção na forma como fui tratada, mas acredito que houve incompetência, arrogância e ganância pois tem o lado lucrativo também. Há intuitos perversos inerentes ao humano, muitas vezes nos envergonhamos e nos penalizamos por ações as quais só fazem mal a nós mesmos, enquanto o outro fere os outros e isso faz dele forte. Não sei se para ele próprio ou isso é uma concepção inconsciente e coletiva. De qualquer maneira, somos responsáveis por nós mesmos e a quem nos entregamos e não há nada de vitimismo. Se me machucaram, por quê eu deixei?! Preste atenção em quem entra na sua vida, a solidão acaba não filtrando aqueles que chegam como amigos, parece uma má conselheira se apresentada assim.

Pessoas são falhas, elas se perdem. A dor é só sua e de mais ninguém, não espere ser tão compreendido assim por ninguém e acolhido somente por aqueles que lhe amam. Vamos deixar esse dinamismo de lado quando o assunto for sentimentos e o seu interno. Sobre você, somente você sabe. Se ouça mais. Will Graham tem sentido isso.

Uma breve análise sobre a relação do Hannibal com o Will Graham | Things Hunter
Uma breve analise sobre a relação do Hannibal com o Will Graham

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