Arraste-Me para o Inferno (Drag Me to Hell)

Estilo Sam Raimi, um terror mais leve. Christine trabalha em um banco, está noiva e quer muito crescer profissionalmente, mas para isso ela precisa demonstrar capacidade de solucionar problemas, ter mais atitude. Até então, Cristhine é uma moça recatada, atenciosa e passiva, quando se vê tendo que negar um prazo maior para uma senhora efetuar seu empréstimo e ela precisa recusar para ganhar atenção do seu chefe, ela precisa ser arrogante para crescer na vida. Engraçado, ela precisa ser aquilo com o que sofre por parte dos outros, indiferente na frente de uma senhora se humilhando para não perder sua casa.

O filme traz uma proposta leve sobre terror entrelaçado a gerações passadas, enquanto herança ou maldição. Uma mocinha, um mocinho ajudando sendo seu noivo, uma bruxa do mal e bruxos do bem para salvar a situação final. não é uma história inovadora, até vê-se tons divergentes para assombro, mas se mantém até o final com o desenvolvimento da trama dentro de um êxtase criado na premissa.

Esse assunto poderia ser trabalhado como mais uma história teen ou comédia romântica sobre uma garota desajeitada e normal precisando ganhar alguma evidência ou apenas ter que se impor, mas em Arraste-me para o Inferno o tema foi abordado de maneira excelente. A narrativa contada é dentro de um cenário sobrenatural convincente, causa medo. Possui cenas assustadoras, mesmo levadas ao exagero são criveis. Resgata referências sobre histórias românticas e variados outros filmes de terror, a ironia posta do início ao fim è icônica.


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Sam Raimi, produziu de forma envolvente e leve um filme com tema assustador e até penoso, nos levando a gostar de vermos aquele pânico ingênuo de uma garota que prefere correr risco de morte por não querer sacrificar uma galinha inocente. Rsrsrs. Ela paga bem caro por ter que começar a ter um posicionamento mais ativo. Isso é inerente ao humano, pagar por ter que se posicionar, ter atitudes. Quem nunca passou por isso?! Tipico dos nerds. Rsrsrs. eu sei bem.


A situação posta na história não ajuda na defesa da senhora Anusha, ela não parece uma pessoa adorável, na verdade apresenta particularidades asquerosos e detestáveis, mas ela vem se humilhando até uma jovem pedindo sua compreensão ela demonstra toda resistência. Uma maldição é jogada sobre ela, talvez na tentativa de lhe lembrar ser humana e não estar acima dos outros. A partir dessa maldição apresenta-se comportamentos humanos por parte de Christhine próprios da senhora ignorada por ela. Parece que quando fazemos algo ruim aquilo não é para o outro, mas para nós mesmos. Aqui pode-se observar que o desprezo tido por Christhine pela senhora Anusha, sentimento bem pertinente, ficou em Christhine. Quando agimos mal, herdamos o mal.

Esse filme traz uma lição de não brincarmos ou desacreditamos dos outros. Não é porque não vemos que não existe, vamos deixar de sermos tão limitados. Já tiveram vontade de procurar uma cigana?! Pense bem antes disso. Tudo tem o seu preço quando forçado a ir além, tanto no mundo visível quanto no espiritual. Termos comportamentos os quais não estão de acordo com o que somos também é uma forma de forçarmos situações que não são propriamente nossas.



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